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Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial (HTA) é a situação clínica caracterizada pela elevação dos valores tensionais do sangue intravascular (pressão arterial) apresentando um valor de máxima ≥140mmHg e um valor de mínima ≥90mmHg.

Representa sem dúvida alguma, um dos principais problemas de saúde dos países desenvolvidos, atingindo um total estimado de mil milhões de pessoas. Calcula-se que aproximadamente 90% da população com idade superior a 65 anos sofre de HTA.

As suas manifestações clínicas são silenciosas, no entanto os métodos de identificação são simples, económicos, e estão largamente difundidos, permitindo o rápido e eficiente diagnóstico de hipertensão arterial.

A gravidade desta doença está nas suas complicações. O seu principal alvo é o território vascular arterial de pequeno e grande calibre, sendo que as complicações são classificadas em macro vasculares (atingem artérias de grande calibre) e micro vasculares (atingem artérias de pequeno calibre).
Paralelamente, e devido ao facto das artérias representarem as “estradas” de comunicação entre os órgãos, estes também acabam por ser atingidos pelos efeitos da HTA.

As causas de HTA são múltiplas, sendo a grande maioria (aproximadamente 95%), rotuladas de HTA essencial, ou seja, de causa desconhecida. No entanto, pode também derivar de doenças, endocrinológicas (doenças tiroideas, das glândulas supra-renais, diabetes), doenças renais (insuficiência renal aguda e crónica de diferentes etiologias), doenças neurológicas, (traumatismos crânio encefálicos, tumores encefálicos), HTA secundária, drogas, sedentarismo e obesidade, entre outros.

Todos os órgãos do corpo são susceptíveis de sofrer as consequências da HTA, mas existem quatro que, pela sua importância e pelas consequências do seu mau funcionamento, são de importância capital; estes órgãos são: o coração, os olhos, os rins e o cérebro. As complicações condicionadas pela HTA nestes órgãos são várias, sendo as mais importantes: Enfarte Agudo de Miocárdio (EAM - coração), Acidente Vascular Cerebral (AVC - cérebro), Nefropatia Hipertensiva condicionando falência renal (rins), Retinopatia Hipertensiva (olhos).

No que respeita o diagnóstico inicial, é possível dizer-se que uma simples avaliação com um esfigmomanómetro é o suficiente (pelo menos duas avaliações – uma em cada braço). O esfigmomanómetro é um aparelho que avalia a pressão arterial de acordo com uma escala própria de medição. Todavia, será sempre necessário realizar os seguintes exames analíticos: hemograma, ionograma, perfil lipídico, estudo de função renal com urina de 24 horas, creatinina, albuminúria, proteinúria e ácido úrico.

Paralelamente é realizado um Electrocardiograma (ECG – permite estudar a frequência e ritmo cardíaco, assim como uma grande parte das patologias cardíacas, nomeadamente, as arritmias), Ecocardiograma (permite observar literalmente as estruturas cardíacas, cavidades e válvulas), Holter de 24 horas (estudo electrocardiográfico durante 24 horas) e um Rx Tórax (permite visualizar imagiologicamente os pulmões, silueta cardíaca, mediastino -espaço entre os dois pulmões, grandes vasos (aorta e pulmonar), assim como outras estruturas torácicas). Sendo os rins um dos órgãos alvo da HTA, é também realizada uma Ecografia Renal (para visualizar a estrutura renal) e uma observação oftalmológica (devido à retinopatia que pode levar à cegueira).

Para o diagnóstico das complicações, os métodos são mais complexos e incluem a realização de Tomografia Axial Computadorizada Crânio Encefálica (TAC CE), Ressonância Magnética Nuclear Crânio Encefálica (RMN CE), e o cateterismo cardíaco.

Sendo a HTA uma das grandes doenças do século XXI, tem um vasto leque de arsenal terapêutico. Há muitas e diferentes moléculas que conseguem tratar a HTA segundo as causas, gravidade, valores tensionais, doenças associadas. Estas moléculas são agrupadas em famílias terapêuticas as quais são: IECA´s (Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina), ARA-II (Inibidores da Enzima de Angiotensina II), beta bloqueantes, antagonistas dos canais de cálcio, diuréticos tiazidicos e diuréticos não tiazidicos. Cada uma das famílias conta pela sua vez, com muitas moléculas diferentes, sendo que todas elas têm o mesmo mecanismo de acção, mas com alguma característica própria.

No entanto, e segundo o ditado popular, “é sempre melhor prevenir do que remediar”, por isso um dos pilares básicos e fundamentais da HTA está precisamente na prevenção de forma a evitar os perigos inerentes.

Para prevenir o aparecimento de HTA ou auxiliar no seu controlo, deve-se: evitar o peso excessivo, praticar exercício físico periodicamente, limitar o consumo de álcool e sal, consumir uma dieta variada e equilibrada com especial atenção aos legumes, frutas, e lacticínios. Controlar os níveis de glicemia no sangue (açúcar) e evitar o consumo de tabaco, são igualmente medidas importantes.

Não deixe de consultar o seu médico periodicamente para controlar os seus valores de tensão arterial, juntos conseguem identificar e combater a HTA!

Gentilmente cedido pelo Dr. Jacobo Bacariza, Director Clínico da Futuremed

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